Ela levantou os lençóis rapidamente, ligou o tele e viu mais uma vez que não tinha nenhuma sms dele. Ligou a música e deu-lhe uma forte vontade de dançar. Não importava a música, apenas a dança. Os passos deviam estar todos trocados, mas quem estaria a ver para reprovar o desejo dela? Ninguém. Ora cá está, ninguém. Sentia-se um grande e temido silencio naquela casa, quando a música parava. Ela pensava nele, em todos os momentos que passou, todas as alegrias, todas as tristezas, todas as guerras que passou por ele. Deitava algumas lágrimas, e tentava-se levantar. Tentava fazer a sua vida mexer, enquanto ela não fazia nada. Apenas caía mais e mais uma vez. Magoava-a demais ter que pensar que tinha acabado algo que demorou tanto a construir. Algo que a fazia viver todos os dias, que a fazia esquecer todos os problemas, que não eram poucos. Mas se o fossem ela não se importaria de o ter. Apenas para se esquecer deles enquanto com ele estivesse.
Ela voltaria atrás, e ele? NÃO! Disso ela tem pena, daria tudo por um voto de confiança, um pedido de desculpa, algo que fizesse com que ela percebe-se que o futuro tinha que ser daquela maneira, e iria ser bom.
(...)
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